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3 de nov. de 2011

Quem disse que o simples é fácil?

"1 + 1 = 2 é o conto de fadas da matemática, a primeira equação que eu ensinei ao meu filho, a primeira expressão do poder milagroso que a mente tem de mudar o mundo real. Eu me lembro de meu filho com os indicadores em riste - os dedos 'um' - quando aprendeu a expressão, e aquele momento de maravilha, talvez seu primeiro pensamento filosófico, quando ele percebeu que os dedos, separados por seu próprio corpo, poderiam ser unidos num só conceito por sua mente."
(Richard Harrison)
O conceito de adição e, antes dele, o de contagem, são simples para você que cresceu com essas ideias já bem construídas e foi ensinado como se isso fosse nada. Como se fosse 1 + 1.
Agora, se pensarmos na questão filosófica envolvida, a coisa fede.
E aí é que fica interessante.
Pensemos.

28 de set. de 2011

Depois de muito pensar



Durante os últimos meses, tenho entrado em contato com a EaD de diversas formas.

Como professora, tenho visto como a atividade à distância traz benefícios para o meu aluno de curso presencial. A interação dos alunos fora da sala de aula em fóruns de discussão, a comunicação síncrona para discutir e tirar dúvidas e as atividades de reflexão e pesquisa propostas para fazer em casa têm mostrado resultados incríveis na sala de aula. O aluno volta motivado e muito mais bem preparado. Observei também um amadurecimento muito mais rápido, do ponto de vista da comunicação de ideias e da organização do pensamento.

Como aluna, tenho duas linhas de análise: a minha ação/experiência como aprendiz e as minhas observações e leituras sobre o assunto propriamente dito.

Vamos à primeira: meu perfil de aluna sempre foi o da estudiosa, "cdf", "crânio", porém sempre desorganizada e "do fundão". Na EaD, sofro um pouco com prazos mas, por outro lado, me sinto instigada a sempre buscar mais; abriu-se um universo de conteúdos e possibilidades de aprendizagem que - talvez já existisse, mas - eu não enxergava dentro da diminuta sala de aula. A possibilidade de usar a madrugada para estudar e interagir também é ponto positivo. Este desafio tem sido transformador. Vivo às voltas com 6-unidades-atrasadas-para-estudar-e-um-trabalho-para-entregar-até-sábado, mas também tenho tido uma experiência muito mais rica de aprendizado do que a oferecida pelo ensino presencial tradicional.

Em outro nível de análise - o da pesquisadora, observadora, leitora - observei, em meus passeios por blogs, fóruns, conversas com colegas, algumas questões que se destacam (para meus olhos) no panorama da EaD no Brasil e no mundo:

1) O alunado: não pesquisei muito sobre outros países, mas, no Brasil, o aluno que procura o curso de EaD ainda é, infelizmente, aquele que não tem tempo e está a fim de um 'cursinho fácil para pegar um diplominha'. Gente, acorda, curso EaD é muito mais exigente do que o presencial. Precisa de tempo e dedicação.
A reportagem do Blog Brasileiro de Educação à Distância, disponível aqui, trata de uma fatia desse alunado desavisado. Umas das consequências desse equívoco é a alta taxa de desistência, que eu mesma já comentei em outro post deste humilde blog.

2) O tutor/professor/orientador: Observo que há ainda algum despreparo, inexperiência e algo de amador em algumas instituições, o que pode tirar a credibilidade da EaD para muitos. Os tutores sobrecarregados em nome do lucro também são problema, já que o aluno, quando sente que não está sendo apoiado e cobrado, tende a desanimar e desacreditar da qualidade do curso.
É preciso preparar e profissionalizar o tutor. Não dá para tratar mais a Educação como ofício. Alguns professores de guspe-e-giz ainda funcionam bem no empirismo, mas - felizmente - estamos caminhando para o professor 'qualidade total' e fugindo do empoeirado 'ensino por amor'.
(Leia o artigo "Formação de professores não é prioridade", do Blog Brasileiro)

3) A tecnologia: certamente é fundamental para garantir a comunicação e a interação. Mas temos ainda muitos alunos para os quais isso é um empecilho. E, pelo que eu observei, não existe muito apoio por parte das instituições nesse aspecto, é mais um "se vira, meu filho!". Ainda não fechei minha opinião sobre esse assunto. Tendo a pensar que é de responsabilidade do aluno, mesmo, 'se virar' para dar conta das ferramentas. Talvez.

4) O novo paradigma: a diferença entre o curso presencial e o curso à distância não é simplesmente a mudança do meio de comunicação. É uma mudança no modo como se entende Educação, é uma evolução que coloca o aluno no papel central do seu aprendizado. Há instituições que apenas trocaram a apostila no xerox pelo arquivo pdf, e a aula presencial por um vídeo postado no ambiente virtual. Isso nada mais é que mandar antigas mensagens através de meios modernos (o link é para um vídeo do blog Educação à Distância, para inspirar a reflexão sobre meio e mensagem).
O que queremos é uma Educação transformadora e coerente com as novas características e demandas da nossa sociedade. E precisamos de alunos que saibam pensar com autonomia.
 "Novas tecnologias exigem novos conteúdos"!

Enfim, estou em transformação. Por enquanto, é isso que penso. Tomara que logo mude, senão, é sinal de que não teve evolução.

14 de set. de 2011

Primeiro curso de Graduação à Distância da USP tem índice de evasão de 30% no primeiro semestre

A notícia saiu no Jornal do Campus: Licenciatura em Ciências tem 30% de evasão no primeiro semestre

Após ler um post sobre o assunto no Blog Educação à Distância, fiquei instigada e resolvi procurar mais informações sobre o assunto.

Aqui transcrevo os trechos do artigo que mais me fizeram pensar:
"(...) cerca de 30% nunca acessaram as aulas e a coordenação os considera desistentes."
Gente, quem que entra em um curso em EaD e não acessa as aulas? Não que eu seja um exemplo de assiduidade, mas vamos combinar que só ir pegar o diploma é marmelada né!
"O coordenador do curso (...) acredita que isso se deve ao fato de muitos pensarem que o curso seria totalmente a distância(...)"
Aí cabe a pergunta: esses alunos leram o contrato de matrícula quando o assinaram? Ou isso não estava claro antes do início do curso?
"Ainda há preconceito e desconfiança na USP, porque o ensino a distância é novo e algumas instituições privadas já o fizeram de modo pouco adequado.”
De fato.
“Esse é o modelo USP, que não existe fora daqui. Não tem nada a ver com os outros cursos a distância do país. Esse curso dá um suporte fortíssimo para o aluno”
Achei meio esnobe. Tem muitos cursos de altíssima qualidade no Brasil.

Achei o modelo muito interessante, e ele reúne o melhor que estou vivenciando nos dois cursos à distância que estou fazendo.
Modelo USP de Ensino Semipresencial (infográfico: Ana Carolina Marques)
(fonte: jornaldocampus.usp.br)


E aí? O que acharam?

Uma passada pela história da EaD no Brasil

Pessoal, estou disponibilizando para vocês um vídeo sobre a evolução da EaD no Brasil.


O vídeo, além de muito informativo, também está bem engraçado. Eu apareço no minuto 3:53. Sou a Sandrinha, a amiga da Dona Palmirinha, que está voltando aos estudos no Instituto Universal Brasileiro.
O Edu de hippie está impagável.

Divirtam-se!

2 de set. de 2011

Back to black

Esse ano resolvi que ia estudar pra valer. E parece que dessa vez vai!

Em março comecei, na Universidade Federal do ABC, o mestrado ProfMat, realizado pela UAB e coordenado pela SBM. O curso é semi-presencial, então todo sábado estou eu a caminho de Santo André para sentar de novo na carteira do aluno. E tenho aprendido muito.

Em agosto comecei a pós-graduação na Anhanguera em "Metodologias e Gestão para Educação a Distância". O curso, é claro, é EaD, e agora cá estou, voltando à cadeira do aluno. Só que, agora, a cadeira do aluno é a confortável e fofinha poltrona do meu escritório.

Espero grandes coisas dessa experiência. Meio-termo não vai ter.